Quando eu penso em Stephen King, penso em Carrie, a Estranha (1976) e O Iluminado (1980). Muita gente pensa nos filmes que não são de suspense e terror como Conta Comigo (1986), À Beira de um Milagre (1999) ou Um Sonho de Liberdade (1994). No entanto, existem outros filmes baseados na obra de King que são, no mínimo, muito divertidos. Esse post é dedicado a essas adaptações de King que, às vezes são esquecidas, mas que merecem ser vistas.

A Hora da Zona Morta (1983)

     Johnny Smith passa anos em coma depois do seu carro se chocar contra uma caminhão. Quando volta do coma, descobre que já não tem mais a namorada e, se não bastasse, que adquiriu um estranho poder. Ao tocar pele com pele em outra pessoa, vê o futuro dela. Depois de passar por algumas experiências e ter mais consciência desse seu poder, Johnny se depara diante de um problema gigantesco.

     Ao tocar em um ambicioso político, Johnny descobre que o homem pode se tornar o pivô de um cataclismo nuclear, se for eleito. À partir daí, Johnny passa a devotar seu tempo à preparação de sua maior ação: o assassinato desse político. Christopher Walken carrega o filme nas costas e o clima de melancolia faz com que o drama de Johnny se torne realmente tocante.

Christine, o Carro Assassino (1983)

     John Carpenter dirigiu esse filme que é diversão garantida, para quem gosta de carros ou não. Conta a história de um jovem nerd que se apaixona pelo carro do título. Tanto que faz de tudo para que o carro fique “nos trinques”. Ao mesmo tempo, o garoto (Keith Gordon) vê a sua confiança crescer, a ponto de conquistar a garota mais bela da escola. O problema é que Christine, o carro, também está apaixonada pelo jovem.

     E Christine está disposta a matar qualquer um que tente atacar o jovem ou que pretenda afastá-la de seu amado. O filme tem uma narrativa muito fluida, que corre que nem faca na manteiga, assim como acontece em outros filmes do Carpenter. É como se um filme dos anos 50 tivesse sido feito nos anos 80, só que com todos os efeitos visuais e a liberdade de expressão que não havia naquela outra época.

O Cemitério Maldito (1989)

      Outro filme subestimado, talvez mais conhecido pela música-tema, composta pelos Ramones, do que por si mesmo. O grande trunfo dele é o clima eficiente, criado aos poucos, e alguns momentos realmente assustadores. Como os protagonizados por Gage, o filho de Louis, depois dele voltar da morte ou aqueles onde aparece a personagem Zelda, irmã da mulher de Louis, Rachel.

     A história é a seguinte: Louis Creed, um médico, se muda para um imóvel no Maine, perto do qual se localiza um cemitério indígena. Depois que o gato da família morre, ele o enterra no local, mas o gato volta à vida. Só que diferente, maligno. Quando o filho de Louis é atropelado, sem pensar nas consequências, ele faz o mesmo, só para trazer o filho de volta novamente. E tem que enfrentar as consequências desse ato, já que seu filho se torna um menino muito muito mal…

O Nevoeiro (2007)

     David Drayton dirige seu carro rumo a um supermercado, tendo seu filho Billy e o vizinho Brent como passageiros. No caminho eles veem um nevoeiro e, entrando nele, comboios militares, a polícia, carros de bombeiro e ambulâncias. Já no supermercado, quando o caixa Norm é atacado e abduzido por tentáculos, David começa a acreditar no que diz um dos locais: o nevoeiro esconde monstros.

      Mais tarde eles vão descobrir que os seres que cercam o supermercado são de outra dimensão e entraram na nossa por um portal construído pelos militares americanos.Frank Darabont, que parece não se cansar de filmar histórias de King, volta à carga com esse filme perturbador. E que, pelo final, parece não ter agradado muita gente. Não vou revelar, mas se você se deprime facilmente, o filme pode não ser para você.

1408 (2007)

     Mike Enslin é um escritor especializado em desmascarar mitos e fenômenos paranormais supostamente reais. Ele se hospeda no quarto 1408 do hotel Dolphin, apesar do gerente, o senhor Gerald Olin, fazer de tudo para tirar essa ideia de sua cabeça. No entanto, Mike ameaça processar o hotel e consegue se alojar dentro dele, nem que seja só por uma noite.

     Logo os fenômenos estranhos começam a acontecer e Mike descobre que não só ele vai ter que lidar com coisas que não entende, mas que a sua vida íntima também vai entrar na roda, já que seus traumas em relação a sua filha são trazidos à tona. Injustamente subestimado, esse filme tem uma história interessante, embora um pouco confusa, e um protagonista pelo qual temos interesse de torcer, interpretado por John Cusack.

     Mais filmes subestimados do bom e velho King? Deixem nos comentários!

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