Edgar Allan Poe teve inúmeras obras adaptadas para o cinema. Eis as que gosto mais.

A Queda da Casa de Usher (1928)

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     Jean Epstein, através do seu estilo impressionista, faz jus ao talento de Poe, basicamente por não forçar a barra em torno do horror, preocupando-se em criar um clima de mistério e suspense através de pequenos gestos ou detalhes, em sua maioria, expressões faciais e movimentos de câmera estrategicamente colocados em momentos-chave da narrativa.

O Gato Preto (1934)

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     Edgar G. Ulmer, sempre trabalhando com orçamentos modestíssimos, conseguiu perpetrar algumas obras-primas baseadas na máxima “obter o máximo com o mínimo de dinheiro” – talvez o maior exemplo seja o noir “Curva do Destino” de 1945 – mas esse aqui, além de ser uma obra-prima e de reunir Bela Lugosi e Boris Karloff, em termos de decupagem, é um modelo do que pode ser chamado de “horror clássico”.

O Solar Maldito (1960)

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     Roger Corman estava calibrando a mão com esta que é a primeira adaptação de Poe que dirigiu, mas, já sendo um filme digno de nota, contém a “fórmula” que foi usada nas demais: direção econômica, mas eficiente, fotografia colorida extraordinária, narrativas rápidas e que privilegiavam suspense e mistério, além, é claro, da presença de Vincent Price que, nesse aqui, faz um Roderick Usher ao mesmo tempo assustador e patético.

O Poço e o Pêndulo (1961)

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     Richard Matheson já havia escrito “O Solar Maldito” quando foi trabalhar com Corman nesse longa – Matheson escreveu “Eu Sou a Lenda” e episódios de “Além da Imaginação”, entre outras coisas – mas, nesse aqui ele se superou, obtendo a narrativa mais fluida, o suspense mais bem construído e uma pequena viradinha final que funciona como a cereja em cima do bolo, deixando Corman na “boca do gol”.

A Orgia da Morte (1963)

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     Da mesma forma que fez com “O Poço e o Pêndulo”, Corman reescreve, agora com Charles Beaumont – também de “Além da Imaginação” – um conto que é minúsculo, fazendo inúmeras adições, algumas tiradas de outros contos de Poe, como “Hop-Frog” e outras tiradas de fontes surpreendentes, como “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, na figura dos encapuzados coloridos que representam a morte pela peste.

 

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