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Como as pessoas escolhem os filmes que veem? Por que você vê um filme e não outro?

Você vai me dizer: ah, é por que o filme é bom.

E, da mesma forma, se eu não vou ver um filme é por que eu acho que ele é ruim.

E se eu dissesse que não é só isso?

Que as pessoas, muitas vezes, não escolhem filmes por serem bons ou ruins, mas por que elas sentem que há algo neles que as completa, faz com que elas se divirtam, se emocionem ou aprendam alguma coisa?

Mas aí você vai me dizer, ué, mas não é isso que caracteriza os filmes bons ou ruins?

E eu te respondo: NÃO!

Isso por que, se você gosta de artes marciais, quer ver um filme em que as artes marciais sejam representadas de uma forma verdadeira e isso não representa, automaticamente, que o FILME vai ser bom do ponto de vista cinematográfico.

Não existe nenhum filme do Bruce Lee nas listas de 100 melhores filmes de todos os tempos, mas os fãs de artes marciais continuam, ano após ano, a prestigiarem os filmes do lutador chinês, ou seja, claramente uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O que é bom para um pode não ser bom para o outro.

Uma maneira muito melhor de indicar filmes para as outras pessoas é mostrar algo que o filme oferece para ver se a pessoa se interessa.

Por exemplo, eu prefiro assistir filmes de suspense e terror do que comédias românticas. Uma boa comédia romântica me atrai menos do que um terror medíocre. A questão é que, muitas vezes, as pessoas não admitem terem gostos pessoais, todos querem, supostamente, ver os “melhores filmes”, mesmo que não sejam seus filmes preferidos.

Partindo desse princípio, o ato de escrever resenhas críticas pode servir para a formação de cânones dentro da História do Cinema, mas importa muito menos quando o assunto é indicar filmes para os outros. Por que você não leva em consideração o gosto pessoal de quem está lendo.

Um tópico onde você descreve “5 filmes onde há lutas com dinossauros” ou “3 filmes onde ocorre o beijo gay” pode servir muito mais de norte para quem quer assistir um filme do que simplesmente dar 1, 2 ou 5 estrelas para um filme. Adianta muito pouco você sugerir “La La Land” para uma pessoa que sente ojeriza de musicais.

Tentar obrigar as pessoas a aceitarem cânones de bom gosto impostos por meia dúzia de críticos (que muitas vezes nem são os críticos mais avalizados para julgar os filmes) é algo que nunca funcionou e funcionará ainda menos daqui para frente, já que as pessoas têm na internet uma enciclopédia constante onde elas podem se direcionar de acordo com seus próprios gostos, sem o intermédio de um crítico.

Ou seja, a revolução já aconteceu, a pergunta é se ficaremos para trás ou se acompanharemos essa mudança.

É preciso criar um sistema de indicação de filmes que devolva às pessoas em geral o prazer de assistir um filme e isso pode ser feito através de listas, onde se tenta isolar alguns elementos de um filme que possam chamar a atenção do público ávido por assistir aquele tipo de filme.

As pessoas, através disso, irão decidir se, para elas, vale ou não a pena arriscar assistir ao filme em questão.

O Cinelistas se engaja nesse esforço, através de listas dos mais variados tipos.

Meu nome é Maurício Fernandes e sou roteirista. Tive um blog chamado “Sobre Roteiros e Roteiristas” que tratava de roteiro audiovisual e narrativa. Foram centenas de posts, mas agora é a vez das “Cinelistas”.

Para quem quer ler posts sobre roteiro, acesse “sobreroteiroseroteiristas.blogspot.com”.